terça-feira, 4 de outubro de 2011

Internet

Firmado pacto gaúcho pela banda larga democrática e de qualidade

Sociedade civil, empresários e gestores estaduais e municipais se reuniram no debate Plano nacional de Banda Larga, promovido pelo líder da bancada do PT, que ocorreu na Assembleia Legislativa do RS, deputado Daniel Bordignon, nesta segunda-feira (4). O encontro uniu os participantes em torno de um pacto, a Banda Larga democrática e de qualidade para todos. A proposta foi defendida pelo ativista da liberdade do conhecimento Marcelo Branco, ao final da atividade.

"Assim como o direito à educação, à saúde, o acesso à internet e às tecnologias de comunicação já podem ser considerados produtos básicos para o desenvolvimento da cidadania. Por um bom tempo, o conhecimento estava na escola. Hoje ainda está. Mas é preciso considerar que na internet há uma variedade infinita de fontes de conhecimento. O acesso à banda larga para todos e sua democratização é fundamental nesse sentido", disse Bordignon.

O vice-presidente da Procergs, Claúdio Dutra, e o diretor de Inclusão Digital da Secretaria de Comunicação Social do RS, Gerson Barrey, aproveitaram a oportunidade do debate para apresentar ao público o projeto InfoviasRS, que pretende desenvolver e democratizar o acesso à internet no estado.

Claúdio Dutra explicou que os compromissos deste programa são a universalização do acesso ao conhecimento, o compartilhamento e otimização das infraestruturas públicas e a qualificação da gestão pública. “Também é um objetivo nesse programa o fomento a industria da criatividade e a ampliação dos espaços democráticos e participativos”, completou Dutra.

Gerson Barrey disse a apresentação ao dizer que a promoção da inclusão digital contribui para desenvolvimento estado. “O governador Tarso Genro está atendo ao tema, por isso criou uma secretaria para impulsionar o tema da inclusão digital. Queremos promover a capacitação da população para o uso das tecnologias, aumentar a autonomia tecnológica e a competitividade gaúcha. Isso tem reflexo direto na redução de desigualdades, na geração de renda. Ainda há uma atenção especial para a cooperação com outros países, em especial a Argentina e o Uruguai”, enfatizou.

O ativista Marcelo Branco defendeu a neutralidade da rede, o que significa que o acesso a todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma, navegando na mesma velocidade e sem possibilidade de restrições. “A neutralidade é o princípio que garante o livre acesso a qualquer tipo de informação na rede. Sem a neutralidade pode-se tratar de forma discriminada alguns conteúdos e isso coloca empecilhos para a democratização. Isso é como colocar um taxímetro na rede. Eu defendo que o princípio da Internet seja livre. A neutralidade é um princípio que está desde a formação da web, por seu criador, Tim Berners Lee”, ressaltou Branco.

Também participaram do debate Rafael de Sá, presidente da Internet Sul, que reúne os provedores da web no estado, e Ivo Vargas, do Grupo Gente (Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia), representado os empreendedores da tecnologia da informação.

Por Josias Bervanger. 

Fonte: http://www.ptsul.com.br/t.php?id_txt=35892

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