quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O maior endividamento da história de Santiago*

2012, ano eleitoral, é natural que aqueles que estão no poder busquem todas as alternativas possíveis de convencimento ou ludibriação com o fim único de permanecerem se beneficiando ou utilizando as regalias proporcionadas pelo mesmo. Da mesma forma os que não estão, esforçam-se no sentido contrário tentando convencer de que tudo o que está sendo apresentado é muito pouco, considerando o potencial do nosso município e sua capacidade orçamentário e que muito mais do que asfalto e maquinários é extremamente urgente inserir na nossa planta econômica alternativas que agreguem valores ao que produzimos e que ampliem fortemente a oferta de oportunidades.
A mega produção midiática levada ao ar, encartado em nossos jornais e difundida na Internet via Blogs, tenta construir no imaginário do povo Santiaguense uma visão de eficiência e eficácia da atual administração do nosso Município. Muito pelo contrário, os críticos, que se dispõem a buscar informações, concluirão que todo esse barulho não passa de confissão de incompetência e incapacidade administrativa.
Apoiar-se em empréstimo bancário para realização do “maior investimento da história de Santiago” demonstra a total falta de austeridade orçamentária, pois o valor comprometido não passa de 2% do montante orçado para quatro anos, além de remeter para futuras administrações o compromisso de honrar os débitos. Logicamente o PP não sonha e não admite que poderá não ser eles, mais uma demonstração de arrogância e desprezo (arrogância por já se sentirem reeleitos e desprezo com a vontade popular que tem o direito de optar por outro caminho).
Totalmente questionável a qualidade e a durabilidade do tipo de asfaltamento que está sendo feito, a experiência nos mostra o fracasso do asfalto sobre o paralelepípedo, mas quem disse que eles se importam, o importante é que as obras estejam intactas até outubro de 2012.
Será que o parque de máquinas da Prefeitura estava totalmente sucateado? Não era isso que visualizávamos no dia a dia. Também, não creio que exista preocupação com a real necessidade de suprir deficiências, o importante é impactar, "DÍVIDAS DEPOIS NOIS ROLA".
Ao eleitor é dada à responsabilidade de fazer uma reflexão profunda antes de sacramentar o seu voto, é preciso uma fundamentação mais consistente para a tomada de decisão, chega de engodo de última hora, devemos considerar o histórico político, o potencial econômico do nosso Município e a capacidade do nosso povo. SERÁ QUE É SÓ ISSO QUE MERECEMOS? OU SERÁ QUE NÃO EXISTEM OUTROS CAMINHOS QUE SINALISEM PARA HORIZONTES MAIS PROMISSORES?

*Antônio Bueno (Bancário, sindicalista e presidente do PT de Santiago)
http://ptsantiagors.blogspot.com/

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